Divisão política melhora serviços

A nova divisão política e administrativa em vigor na província de Luanda visa dar maior celeridade à resolução dos principais problemas que afectam os cidadãos, disse, na terça-feira, o vice-governador provincial para a Área de Organização Administrativa, Graciano Domingos.
Graciano Domingos, que falava no quadro das celebrações dos 436 anos da cidade, assinalados ontem, reforçou que é objectivo do Governo reduzir a extensão dos municípios para tornar célere a resolução dos problemas, aproximar mais os serviços aos cidadãos e, gradualmente, transformá-los em autarquias locais, onde os habitantes têm a oportunidade de escolher os seus próprios governantes.
O vice Graciano Domingos referiu que, à excepção da nova urbanização do Kilamba, a actual divisão político-administrativa já existia no tempo colonial, subdividida, em Agosto de 1975, em 20 zonas, que vigorou até 1980.
Por razões de proximidade, as localidades da Quissama e de Icolo e Bengo foram integradas na província de Luanda, de modo a beneficiarem de maior apoio do Governo central. “Antes da actual divisão, havia uma certa confusão sobre a localização da capital da província e do país, facto que, doravante, fica ultrapassado com a clarificação da questão”, disse o vice-governador.
De acordo com a nova divisão política e administrativa, a província de Luanda conta com sete municípios, nomeadamente, Belas, Cacuaco, Cazenga, Icolo e Bengo, Quissama, Luanda e Viana. Devido à sua extensão e complexidade, o município de Luanda passa a ter um estatuto especial.
Neste contexto, tem uma comissão administrativa dirigida por um presidente, que é coadjuvado por dois vice-presidentes para as áreas políticas e económicas.
Administrativamente, o município de Luanda passa a ser autónomo, à semelhança do que acontece com as urbanizações de Kilamba e Talatona, que dependem directamente do governador da província, apesar de as duas áreas zonas estarem integradas no município de Belas. Os municípios extintos passam a ser distritos urbanos.


26 janeiro 2012


Fonte:

http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/divisao_politica_melhora_servicos