Fundo Monetário desmente desvio de dinheiro público

O Fundo Monetário Internacional considera haver má interpretação do relatório da quinta revisão das contas fiscais sobre os investimentos do Executivo, declarou em Luanda, em conferência de imprensa, o chefe da missão do FMI em Angola.
Mário Megagni lamentou que isso tenha resultado na especulação, por certos órgãos de comunicação social angolanos e estrangeiros, sobre um alegado desvio de 32 mil milhões de dólares.
Trata-se, garantiu, de uma interpretação errada do trabalho da quinta revisão, visto haver valores de investimentos, entre outros, em estradas e ferrovias, que não foram plenamente reflectidos no Orçamento Geral do Estado (OGE).
 “Foi um trabalho de esclarecimento das contas fiscais. Resíduos não explicados é algo muito diferente de recursos financeiros desaparecidos. Há partes que não são muito abrangentes, pelo que se devem melhorar os registos dessa informação e dos dados sobre as operações fiscais não incluídos nas estatísticas. É isso que explica o relatório”, sublinhou.
Angola depende do petróleo e, por motivos históricos, de grande parte das chamadas receitas das operações quase fiscais, lembrou, referindo-se, entre outras obras, à reabilitação de ferrovias, de estradas, de infra-estruturas, cujos investimentos não foram plenamente reflectidos no OGE.
 “O problema é importante, pois os resíduos saem das receitas, das despesas e das fontes de financiamento. As autoridades estão a envidar esforços para melhorarem as estatísticas e a trabalharem na reconciliação de dados, inclusive com a empresa de petróleo”, afirmou sem especificar, mas referindo-se à Sonangol.
As autoridades, disse, estão a fornecer explicações e na próxima revisão o Fundo Monetário Internacional vai dar resposta.


21 janeiro 2012


Fonte:

http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/fundo_monetario_desmente_desvio_de_dinheiro_pub...